HUT abre programação do mês de Cuidados Paliativos com debate sobre manejo da dor – Prefeitura Municipal de Teresina

O HUT é o primeiro hospital de Teresina a receber habilitação do Ministério da Saúde para contar com uma Equipe Assistencial de Cuidados Paliativos  (Foto: Ascom FMS)

O Hospital de Urgência de Teresina (HUT) iniciou, nesta quinta-feira (1º), as ações em alusão ao Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, celebrado em 10 de outubro. A abertura aconteceu no auditório do hospital e contou com aula magna e mesa-redonda, reunindo profissionais para discutir o tema “Manejo da Dor: Uma Parte Essencial dos Cuidados Paliativos”.

A programação marca o início de uma série de atividades que serão realizadas durante todo o mês de outubro, com momentos de aprendizado, troca de experiências e sensibilização, envolvendo profissionais, pacientes, familiares e a comunidade na construção de uma assistência cada vez mais humana e integral.

Durante a abertura, a médica paliativista Carla Sena, integrante da Equipe de Apoio Assistencial em Cuidados Paliativos (EAACP) do HUT e uma das organizadoras da programação, destacou a dimensão do desafio enfrentado mundialmente. “Cerca de 20 milhões de pessoas morrem todos os anos com dor e sofrimento evitáveis. Nós, do HUT, nos unimos às vozes de todo o mundo para conclamar ações concretas capazes de mudar esse cenário”, afirmou.

A programação também contou com a aula magna “O alívio da dor não é uma opção: é um direito humano” e a mesa-redonda “Da política à prática: como transformar o direito ao alívio da dor em cuidado real?”, ampliando a discussão sobre o manejo da dor e a assistência aos pacientes com doenças graves.

O HUT é o primeiro hospital de Teresina a receber habilitação do Ministério da Saúde para contar com uma Equipe Assistencial de Cuidados Paliativos (EACP). A autorização, concedida em dezembro, tornou o hospital também um dos primeiros hospitais públicos do Nordeste a oferecer esse tipo de atendimento e o 13º hospital do Brasil com equipe habilitada.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os cuidados paliativos são uma abordagem que melhora a qualidade de vida de pacientes e familiares que enfrentam problemas associados a doenças graves que ameaçam a continuidade da vida. Estima-se que 73 milhões de pessoas necessitem de cuidados paliativos no mundo, mas apenas 14% têm acesso a esse atendimento.

Para Carla Sena, a atuação da equipe representa uma mudança importante na forma de cuidar. “Onde há vida, há necessidade de cuidado. Integrar cuidados paliativos ao cuidado do paciente crítico é lembrar que a tecnologia pode sustentar a vida, mas só o cuidado pode devolver ao paciente a dignidade e o sentido”, ressaltou.