O principal objetivo do encontro foi apresentar o Plano de Contingência do Programa Municipal de Controle das Arboviroses (Foto: Ascom FMS)
Com o início da estação chuvosa, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) reforça a articulação de estratégias para conter o avanço das arboviroses como dengue e chikungunya na capital. Assim, sua Diretoria de Vigilância em Saúde promoveu na manhã de hoje (03) uma reunião com órgãos essenciais para promover a integração das ações de prevenção, vigilância e assistência, de modo a garantir uma resposta oportuna e eficaz frente ao cenário epidemiológico atual.
O principal objetivo do encontro foi apresentar o Plano de Contingência do Programa Municipal de Controle das Arboviroses no município de Teresina, que será submetido para aprovação do Conselho Municipal de Saúde.
Participaram representantes da Diretoria de Atenção Básica, Diretoria de Atenção Especializada, Diretoria de Vigilância em Saúde, das Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDU’s), bem como do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em saúde (CIEVS) e da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SESAPI), reforçando o compromisso conjunto com a saúde pública e o controle dessas doenças em Teresina.
“Mostramos os resultados de Teresina e o que é necessário para trabalhamos juntos, de acordo com as especificidades e dificuldades de cada setor participante, no enfrentamento das arboviroses”, comenta Oriana Bezerra, da gerência de Zoonoses da FMS.
Ela explica que a apresentação dos indicadores, tanto entomológicos como de relação à incidência, bem como das táticas adotadas em 2025, teve o objetivo de contribuir para a elaboração de novas estratégias internas. “Chamamos a atenção que é preciso antecipar as ações que sejam de responsabilidade daquele setor. Assim, fortalecemos a integração de estratégias para a manutenção dos ambientes livre de criadores em toda a cidade”, completa.
Dados
Teresina registrou uma queda de 28% nos casos confirmados de dengue no período de janeiro a dezembro de 2025, totalizando 3.732 casos contra 5.219 no mesmo período de 2024. A diminuição é resultado das ações intensificadas pela FMS desde o início do ano, como as visitas de agentes de combate a endemias em domicílios e locais estratégicos, campanhas educativas e recolhimento de pneus em borracharias. Além disso, foram realizados os Levantamentos de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), aliados a investigações ambientais voltadas ao controle do mosquito.
Uma das novidades foi a adoção das ovitrampas, armadilhas que simulam o ambiente ideal para a postura de ovos do Aedes aegypti. Foram instaladas mais de 1.500 armadilhas em residências selecionadas de todas as zonas da cidade. Elas seguem sendo monitoradas, permitindo identificar áreas críticas e intensificar as ações de controle.
Oriana Bezerra destaca que o envolvimento da população é essencial para o sucesso das medidas. “Cerca de 80% dos focos do mosquito estão dentro das residências. É fundamental evitar o acúmulo de água parada em recipientes que possam servir de criadouros. Essa é uma missão coletiva, que depende da colaboração de todos”, afirma.
