FMS capacita 323 escolas para identificar e encaminhar vítimas de violência para atendimento (Foto: FMS)
A Fundação Municipal de Saúde (FMS) e a Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) realizaram, nos dias 20 e 21 de maio, uma capacitação sobre o fluxo de notificação de casos de violência nas escolas municipais. A ação envolveu equipes de 323 unidades de ensino e teve como objetivo preparar profissionais escolares para identificar, acolher e encaminhar crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, garantindo que cada situação siga corretamente o percurso de atendimento e proteção.
A formação foi conduzida pela psicóloga Gina Quirino, do Núcleo de Vigilância em Violência e Acidentes (NUVIVA/DVS) da FMS, que abordou os tipos de violência, sinais de identificação e o processo correto de notificação. Também participou Priscilla Brito de Carvalho, psicóloga da Divisão de Assistência Educando (DAE) da SEMEC e membro do Comitê de Escuta Especializada de Teresina, que ficou responsável por explicar o fluxo de encaminhamento que deve ser seguido para assegurar a proteção integral dos estudantes. A ação integra as atividades do Comitê Municipal de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e Proteção Social.
Há um fluxo de encaminhamento e acompanhamento dos casos de violência. Escolas encaminham as demandas à SEMEC e ao Conselho Tutelar, que recebe os relatos, requisita serviços, realiza procedimentos tais como: visitas domiciliares e encaminhamentos para Rede de Proteção, por exemplo: CREAS, a polícia, o Ministério Público, entre outros.
Já a FMS realiza atendimento médico e psicológico, por meio de unidades como CAPS Infantil, UBS e UPAs, especialmente em situações de lesões físicas. As fichas de notificação de violência são coletadas pela FMS, que consolida os dados e produz informações sobre a realidade das violências identificadas nas escolas.
Durante a capacitação, a psicóloga Gina destacou que a preparação das equipes escolares é essencial para fortalecer o papel da escola na rede de proteção. “Esse é uma das várias ações que o comitê tem realizado. Estamos também estimulando o monitoramento dos casos de violência, para que sejam identificados e, ao mesmo tempo, o fluxo seja seguido e acompanhado, garantindo que a criança não fique perdida no sistema. Com tudo isso, as escolas se fortalecem como espaços de acolhimento e de proteção e a FMS como apoiadora na assistência à saúde das nossas crianças e adolescentes”.
