O acesso à cultura tem se consolidado como uma política pública estratégica no Piauí. Presente em praticamente todos os Territórios de Desenvolvimento (TDs), a rede de equipamentos culturais do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), vem garantindo não apenas a preservação da memória, mas também inclusão social, formação artística e novas oportunidades para a população.
Atualmente, o Estado conta com 36 polos de cultura, distribuídos em 11 dos 12 TDs, alcançando desde o litoral até o extremo Sul. A única região sem equipamento implantado é o território da Chapada do Vale do Rio Itaim, que já tem projeto em andamento para implantação no município de Paulistana ainda em 2026.
Os equipamentos culturais cumprem múltiplas funções. São espaços de preservação da história, valorização das tradições, incentivo à arte e também de transformação social. Museus, teatros, bibliotecas, centros culturais e escolas de arte funcionam como espaços de atividades culturais e formação artística, especialmente para os jovens.
Para o secretário da Cultura, Rodrigo Amorim, a ampliação dessa rede representa um avanço importante na democratização do acesso à cultura no Estado. “Estamos construindo uma política cultural sólida e permanente, que chega a todas as regiões do Piauí. Cada equipamento implantado representa mais acesso, mais oportunidades e mais dignidade para a nossa população. A cultura é um direito e o nosso compromisso é garantir que ela esteja presente na vida de todos os piauienses”, destaca.
Presença em todo o estado
A interiorização da cultura no Piauí reforça o papel do Estado na democratização do acesso e na valorização das identidades locais. Ao todo, são 36 equipamentos que formam uma rede de cultura, conectando diferentes regiões e garantindo que a cultura chegue a todos os piauienses, independentemente de onde vivam.
Na Planície Litorânea, em Parnaíba, o destaque é o Conjunto Arquitetônico Porto das Barcas.
Nos Cocais, Piripiri conta com o Memorial Expedito Resende. Em Pedro II, estão o Memorial Tertuliano Brandão Filho e a Pinacoteca Marechal das Artes. Já em Lagoa do São Francisco, o destaque é o Museu Anízia Maria dos Povos Tabajara Tapuio Itamaraty. E nos Carnaubais, em Campo Maior, está o Monumento Heróis do Jenipapo.
No território Entre Rios, que concentra o maior número de equipamentos, Teresina reúne o Museu do Piauí – Casa Odilon Nunes, o Complexo Cultural Clube dos Diários, o Theatro 4 de Setembro, a Biblioteca Estadual Cromwell de Carvalho, o Memorial Esperança Garcia, a Oficina de Restauração, a Escola de Dança/Música e a Central de Artesanato Mestre Dezinho. Também fazem parte da rede a Escola Técnica Estadual de Teatro Gomes Campos, o Centro Social Urbano (CSU) do Parque Piauí, o CSU do Monte Castelo e o Teatro Barítono Raimundo Pereira.
Ainda no território, Altos conta com o Centro de Juventude Jorge Augusto e União com o Centro Cultural Benedito Martins Napoleão do Rego. Enquanto o Vale do Sambito, Pimenteiras abriga o Centro Cultural Cineas Martins Nogueira e Elesbão Veloso conta com a Casa da Cultura Hermes Vieira. Já no Vale dos Guaribas, em Picos, estão o Museu Ozildo Albano e o Teatro Sávio Barão.
No Vale do Canindé, Oeiras concentra o Museu de Arte Sacra, o Centro Cultural Sobrado Major Selemérico e o Monumento 24 de Janeiro. Em Simplício Mendes, está a Casa de Cultura Antônio Ubiratan de Carvalho.
Na Serra da Capivara, São Raimundo Nonato conta com o Espaço Hamilton Barreto e Dom Inocêncio com a Escola de Sanfonas Raimundo do Mundico.
No Vale dos Rios Piauí e Itaueira, Floriano conta com os espaços culturais Christino Castro e Maria Bonita, enquanto Canto do Buriti possui um Centro Cultural. E nos Tabuleiros do Alto Parnaíba, em Jerumenha, está o Espaço Cultural Amélia de Freitas Beviláqua.
Na Chapada das Mangabeiras, o município de Bom Jesus abriga o Teatro Alard e o Espaço Cultural Mestre Joaquim Carlota, e Corrente conta com o Centro Cultural Benjamin José Nogueira.
Expansão da rede cultural
O Governo do Estado também trabalha para ampliar essa estrutura. Estão previstos cinco novos polos de cultura, incluindo a implantação no território da Chapada do Vale do Rio Itaim, o único que ainda não conta com equipamento. Em Paulistana, o projeto prevê a implantação, ainda em 2026, de um novo polo cultural na estação ferroviária. Além disso, há iniciativas, como a implantação de Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs da Cultura) nos municípios de Teresina, Altos e União, ampliando ainda mais o alcance das políticas culturais estaduais.
