O governador Rafael Fonteles entregou, nesta quarta-feira (11), certificados aos mestres e mestras reconhecidos pelo Registro do Patrimônio Vivo do Piauí (RPV). A solenidade foi realizada no Palácio de Karnak.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), por meio do Conselho Estadual de Cultura do Piauí (CEC). O projeto tem como objetivo reconhecer pessoas e grupos detentores de vasto conhecimento técnico e artístico na produção e transmissão de saberes tradicionais.
O Piauí conta com 70 representantes registrados como Patrimônio Vivo, entre indivíduos e grupos culturais. Os reconhecidos recebem bolsas mensais no valor de R$ 1.100,00 (pessoa física) e R$ 2.200,00 (grupos), como forma de incentivo e valorização das atividades desenvolvidas.
“O programa Patrimônio Vivo é um gesto concreto de valorização da nossa cultura popular. Cada mestre reconhecido carrega consigo um pedaço da história, da identidade e da resistência do povo piauiense”, destacou o secretário de Estado da Cultura, Rodrigo Amorim.
O único mestre ausente na solenidade foi Joaquim Carlota (Joaquim Alves da Silva), de Bom Jesus, reconhecido como Mestre Rabequeiro, que não compareceu por motivos de saúde.
O Registro de Patrimônio Vivo (RPV) tem como finalidade preservar e reconhecer os modos de fazer, técnicas e saberes da cultura tradicional e popular do Piauí. O programa oferece apoio financeiro a mestres e grupos que, por meio de suas atividades e projetos, garantem a continuidade e a transmissão das expressões culturais do estado.
Podem ser reconhecidos como Patrimônio Vivo pessoas naturais brasileiras, residentes e domiciliadas no Piauí, ou grupos sem fins lucrativos que se dedicam à manutenção de práticas culturais tradicionais.
Com o fortalecimento desse instrumento de preservação, a Secult reafirma seu compromisso com a valorização dos mestres da cultura popular e com a preservação da memória viva do povo piauiense.
