A Coordenadoria de Enfrentamento às Drogas e Fomento ao Lazer do Piauí (Cendfol) mantém uma média de 721 entradas de pessoas acolhidas por mês em comunidades terapêuticas. Os dados de acolhimento de pessoas com dependência química evidenciam a ampliação do acesso ao tratamento e o fortalecimento da rede de apoio às famílias piauienses.
No recorte por ano, foram registradas 344 conclusões de tratamento em 2023, 296 em 2024, 311 em 2025 e 53 apenas nos dois primeiros meses de 2026, totalizando 1.004 atendimentos concluídos no período. Considerando apenas o edital mais recente, vigente de dezembro de 2023 a fevereiro de 2026, foram contabilizadas 692 conclusões.
A política pública desenvolvida pelo estado busca não apenas tratar a dependência química, mas garantir um acompanhamento completo, desde o acolhimento até a reinserção social, consolidando uma rede integrada de cuidado e assistência no Piauí. O modelo adotado no Piauí segue um fluxo intersetorial que integra diferentes áreas do poder público.
O processo começa com a entrada e acolhimento do paciente, envolvendo redes como o SUS (saúde), o SUAS (assistência social) e, em alguns casos, encaminhamentos judiciais. Em seguida, é realizada uma avaliação inicial por equipe multidisciplinar, que elabora o Plano Terapêutico Singular (PTS).
O acolhimento nas comunidades terapêuticas inclui a construção de um Plano de Acolhimento Singular (PAS), acompanhamento contínuo, atividades em grupo, oficinas, ações de espiritualidade e suporte psicológico e social. Após essa etapa, o processo avança para a reinserção social, com apoio nas áreas de saúde, assistência social, educação e trabalho. O ciclo é finalizado com monitoramento, avaliação dos resultados e revisão do plano terapêutico.
