Foto: Ascom ETURB
A Coordenação Especial de Limpeza Pública (CELIMP), vinculada à ETURB, divulgou o relatório técnico das atividades realizadas em Teresina entre 24 de fevereiro e 23 de março de 2026. O documento detalha o gerenciamento de mais de 514 mil toneladas de resíduos acumulados no último ano e aponta estratégias para o ordenamento urbano da capital.
Durante o último mês de referência, foram coletadas 14.968,17 toneladas de resíduos domiciliares. O serviço, que abrange toda a zona urbana e núcleos rurais, mantém frequência diária ou em dias alternados. O destino final do lixo é dividido por regiões: os resíduos das zonas centro, norte e leste seguem para o CTR Altos, enquanto as zonas sul e sudeste são direcionados para o CTR Teresina.
Um dos destaques do período foi a expansão dos Pontos de Recebimento de Resíduos (PRRs). Com a instalação de cinco novas unidades, Teresina conta agora com 51 PRRs operantes. Esses locais recebem pequenos volumes de resíduos (até 1,0 m³) como restos de podas, material de construção e móveis inservíveis e são fundamentais para reduzir o descarte irregular em vias públicas.
Além da manutenção desses pontos de recebimento, a ETURB também opera o Programa Lixo Zero, que busca fiscalizar e punir munícipes e empresas que teimam em dispor o lixo em locais inadequados, como terrenos baldios e logradouros públicos, trazendo risco sanitário a toda a cidade, além de elevar os custos com a coleta desse material para posterior encaminhamento ao aterro sanitário municipal.
Os serviços de conservação urbana e educação ambiental também apresentaram números expressivos:
● Capina: Foram recolhidas 7.480,61 toneladas de resíduos vegetais, destinados ao aterro sanitário municipal.
● Coleta Seletiva: O sistema registrou 152,10 toneladas de recicláveis, operando com 21 postos de entrega voluntária e quatro cooperativas parceiras.
● Conscientização: Foram realizadas 298 ações de educação ambiental focadas no descarte correto e na segregação de materiais na fonte.
Para a Coordenadora de Limpeza Pública, Michelly Nolêto, o balanço demonstra a eficiência do sistema, mas reforça a necessidade de colaboração constante. “O período analisado demonstra a estabilidade e a eficácia do nosso sistema, com avanços importantes na infraestrutura e sinais claros de melhora no controle do descarte irregular. No entanto, para avançarmos ainda mais, seguiremos intensificando o monitoramento de áreas críticas e expandindo a coleta seletiva, sempre com foco na sustentabilidade ambiental e na organização da nossa cidade”, afirmou a coordenadora.
