FMS tem programação alusiva ao dia de combate à Hanseníase

A Fundação Municipal de Saúde promove algumas atividades em alusão ao Dia da Conscientização, Prevenção e Combate à Hanseníase, comemorado nesta terça-feira(05).  Na quinta-feira(07), das 9h às 11h30, acontece uma roda de conversa sobre o tema no auditório da instituição. Além disso, a Ponte Estaiada João Isidoro França estará iluminada na cor roxa até quinta-feira (07).

O objetivo do encontro é promover um espaço de diálogo entre gestores, profissionais da Atenção Básica e dos serviços de referência, além de representantes do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) e Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN). “Na oportunidade, apresentaremos o informe epidemiológico de 2025 e faremos a premiação das equipes que mais se destacaram na avaliação de contatos de hanseníase no ano passado”, comenta Lana Coelho, enfermeira do Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS.

A Hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria, o bacilo de Hansen, que atinge a pele e os nervos, principalmente dos braços, mãos, pernas e pés. O contágio ocorre de uma pessoa doente, que ainda não recebeu tratamento, para outra sadia por meio das vias respiratórias, através da fala, tosse ou espirros. “Sabe-se que algumas pessoas têm mais predisposição a adoecer que outras, devido a fatores genéticos e ambientais; assim há um maior risco de adoecimento entre contatos domiciliares prolongados. Não se pega Hanseníase por saudações sociais como abraço e aperto de mão e, a partir do início do tratamento medicamentoso, a pessoa não transmite mais a doença”, esclarece Lana Coelho.

A Hanseníase tem cura e é uma doença comum em nosso meio. O Brasil com quase trinta mil casos novos casos por ano está entre os países que têm mais casos da doença no mundo, enquanto o Piauí se encontra também entre os cinco estados brasileiros com o maior número de casos. Em Teresina, dados do Programa Municipal de Controle de Hanseníase mostram que nos últimos cinco anos foi mantida a redução no número de casos novos diagnosticados na capital. Ao longo da série histórica de 2015 a 2025 Teresina apresenta uma média de proporção de cura de 93.16% parâmetro considerado ótimo, superior aos dados nacionais.

No Brasil o tratamento é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde. Os pacientes, em sua maioria, podem ser tratados em casa com supervisão periódica nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da FMS. Para os casos mais complexos a Rede de Assistência em Saúde (RAS) de Teresina conta com os serviços de Dermatologia do Hospital da Polícia Militar, Dermatologia do Hospital Universitário e o Centro Maria Imaculada.