A rede municipal de ensino de Teresina tem redobrado seus esforços para acolher o crescente número de estudantes com deficiência. Atualmente, mais de 8 mil alunos recebem atendimento especializado, um público composto majoritariamente por crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que representam aproximadamente 10% do total de matrículas. Para transformar esses números em histórias de superação, a Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) investe em uma estrutura cada vez mais robusta.
Como parte desse plano de expansão, a quantidade de salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE) saltou de 69 para 120, garantindo o suporte de mais de 2.300 profissionais dedicados à inclusão. Sobre o compromisso da gestão com esse cenário, o secretário de Educação, Ismael Silva, pontua: “Nosso objetivo central é garantir que nenhum estudante seja deixado para trás. Estamos investindo não apenas na ampliação física da rede, mas na qualificação contínua das nossas equipes para assegurar que cada criança tenha o suporte necessário para desenvolver seu pleno potencial de aprendizagem e participação social”.
Esse empenho é reforçado pela introdução do projeto REAC na rede pública. É importante destacar que o REAC é uma iniciativa vinculada à Clínica Batista que, por sua vez, está vinculada à Fundação Municipal de Saúde (FMS). A ação, considerada inédita e louvável pela professora da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Sandra Ramos, doutora em Educação Especial e Inclusiva com 42 anos de magistério, visa democratizar o acesso a uma tecnologia de alto custo, porém com expressivo impacto terapêutico. Para a educadora, essa medida é um passo fundamental para que toda a comunidade escolar compreenda os benefícios dessa abordagem diferenciada.
A especialista, que também atua como psicopedagoga, ressalta que o caráter não invasivo do método é um diferencial vital para atender alunos com alta sensibilidade. Em sua análise, o procedimento demonstra eficácia tanto na teoria quanto na prática clínica, oferecendo ganhos significativos na qualidade de vida dos participantes. A convicção de Sandra baseia-se em sua trajetória como pesquisadora, tendo acompanhado melhorias notáveis em pacientes e em sua própria saúde pessoal ao longo dos últimos anos.
”Testemunhei resultados transformadores, desde o desenvolvimento de habilidades sociais até casos de crianças não verbais que passaram a verbalizar”, relata Sandra. Ao colocar sua sólida trajetória acadêmica à disposição do projeto, a professora reforça que levar esse conhecimento técnico às famílias e ao corpo docente é o caminho essencial para consolidar um ambiente escolar verdadeiramente acolhedor, preparado para atender às necessidades específicas de cada estudante com segurança e empatia.
