Nesta quarta-feira (20), das 8h às 13h, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-22) será palco do Fórum Teresinense da Luta Antimanicomial. A luta antimanicomial é um movimento que combate práticas de exclusão e isolamento em hospitais psiquiátricos, defendendo que o cuidado às pessoas com transtornos mentais deve ser feito de forma comunitária, humanizada e com respeito à cidadania.
Com o lema “Olhar para trás e não voltar jamais!”, o evento será promovido pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) e aberto ao público. Os interessados podem realizar a inscrição através do link: https://www.even3.com.br/e/forum-teresinense-da-luta-antimanicomial-727450.
Entre as atividades previstas, destacam-se: rodas de conversas: espaços de diálogo e troca de experiências entre profissionais, usuários e familiares; feira de artesanato: valorização da produção artística e cultural de pessoas em acompanhamento de saúde mental; apresentações culturais: manifestações artísticas que celebram a diversidade e a liberdade, feira de exposição com produtos produzidos pelos usuários do serviço e tribuna antimanicomial: espaço de fala para reivindicações e denúncias, fortalecendo a voz da comunidade.
De acordo com Luanna Bueno, gerente de saúde mental da FMS, mais do que um evento, o fórum é um ato político e cultural que defende uma sociedade sem manicômios, com direitos e liberdades. “Antes, pessoas com transtornos mentais eram isoladas da sociedade. Hoje, com a inserção dos CAPS, esse cenário mudou. Manicômios nunca mais. Precisamos valorizar a memória para garantir que essa história não se repita e reafirmar o compromisso com um futuro sem exclusão, com mais cidadania e dignidade”.
Em Teresina, essa luta se traduz na rede de atenção psicossocial que garante cuidado próximo e humanizado. A FMS mantém 7 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que possuem equipe multidisciplinar, oferecem acompanhamento contínuo para pessoas com transtornos mentais severos, substituindo práticas de isolamento. Além disso, existem 91 Unidades Básicas de Saúde (UBS) espalhadas pelos bairros. O atendimento é complementado por ambulatórios especializados com psicólogos e psiquiatras, que oferecem suporte clínico e terapêutico.
Arte gráfica: Ascom FMS
