A Companhia Porto Piauí e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (DNIT) concluíram o levantamento da infraestrutura construída pelo Governo Federal nas margens do Rio Parnaíba. A Ação faz parte do processo de delegação da via navegável do rio para desenvolver a hidrovia do Parnaíba.
A terceira etapa do levantamento ocorreu no Alto Parnaíba, nas cidades de Santa Filomena, Ribeiro Gonçalves e Uruçuí, no Piauí, e em Tasso Fragoso, no Maranhão. A comissão registrou as estruturas, como rampas de atracação e cais flutuantes, feitas para uso de pequenas embarcações.
O resultado das análises serão agora estudados pela Companhia e pelo DNIT para compor o processo de delegação da via navegável para a Porto Piauí.
Segundo o gerente de gestão de ativos hidroviários da Porto Piauí, Yuri Lima, estas estruturas foram projetadas para embarcações pequenas, de pesca ou de transporte, como canoas, balsas e lanchas, e não para o transporte de cargas do porte que está sendo projetado para a hidrovia do Rio Parnaíba. “A princípio, elas não serão utilizadas pela hidrovia, mas podem vir a servir como pontos de apoio dentro da cadeia logística, como também para manutenção”, comentou.
Ainda segundo Yuri, durante o levantamento ficou claro que o Rio Parnaíba já tem uma navegação intensa de transporte de carga entre as margens, pesca artesanal e o turismo.
Em Uruçuí, por exemplo, as barcas de carga navegam até 40 quilômetros rio acima para entregar mercadorias. Já em Ilha Grande, as lanchas percorrem o Delta e o Rio Igaraçu, afluente do Parnaíba, levando turistas encantados com a paisagem e a biodiversidade do local.
“O que vemos é que a navegação no Rio Parnaíba nunca parou, só perdeu envergadura. É um rio bastante navegado, mas vamos melhorar essa condição para retomar a navegação de grande porte para escoamento logístico”, explicou.
Após a conclusão da delegação, a Porto Piauí irá iniciar os trabalhos de revitalização do Rio Parnaíba. Serão realizados trabalhos de dragagem e derrocagem, recuperação da vegetação ciliar e das nascentes e educação ambiental.
As primeiras iniciativas para recuperação virão através do Programa Floresta Viva, lançado pelo BNDES, Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e Governo do Piauí. O programa busca instituições para desenvolver ações de proteção de nascentes e recuperação da vegetação das margens do rio Parnaíba, com geração de emprego e renda.
Uma consequência dessa revitalização é a hidrovia do rio Parnaíba: uma rota direta de sul ao norte do Piauí, com um modal seguro, sustentável e eficiente. O objetivo é aproximar o Porto Piauí dos produtores de grãos do sul do estado e do Matopiba (a região de divisa dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
O projeto prevê ainda a criação de Estações de Transbordo de Carga, em algumas cidades no curso do rio, e o uso da via para transporte de outros tipos de carga.
